Alcanadas and Chão Preto - Batalha Mines, Batalha, Batalha, Leiria, Portugali
| Regional Level Types | |
|---|---|
| Alcanadas and Chão Preto - Batalha Mines | Group of Mines (Inactive) |
| Batalha | Civil Parish |
| Batalha | Municipality |
| Leiria | District |
| Portugal | Country |
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Latitude & Longitude (WGS84):
39° 38' 45'' North , 8° 50' 5'' West
Latitude & Longitude (decimal):
Type:
Group of Mines (Inactive) - last checked 2019
Köppen climate type:
Nearest Settlements:
| Place | Population | Distance |
|---|---|---|
| Batalha | 7,910 (2018) | 1.8km |
| Porto de Mós | 6,032 (2014) | 5.1km |
| Maceira | 9,831 (2018) | 6.9km |
| Leiria | 45,112 (2017) | 11.1km |
| Aljubarrota | 6,146 (2016) | 11.9km |
Name(s) in local language(s):
Alcanadas e Chão Preto - Minas da Batalha, Batalha, Batalha, Distrito de Leiria, Portugal
Inactive coal (lignite) mines.
Mining Concession No. 20 – Alcanadas and Chão Preto (coal); registered on 12 March 1863.
The occurrence of lignite layers in the surroundings of Batalha has been known since at least the second half of the 19th century. However, from the beginning of organized exploitation until the end of operations in the 1950s, production only reached significant levels during the two World Wars.
The Alcanadas mines were worked intermittently by several owners, always under difficult conditions due to the low quality of the coal ore—a problem that ultimately led to the early closure of these mines.
Jornadas Internacionais | MEMÓRIAS DO CARVÃO
Batalha e Porto de Mós, 11-13 de setembro de 2014
MINAS DE ALCANADAS (BATALHA): PRELÚDIO, FUGA E FINAL
José M. Brandão (1); José FernandoVieira (2); Dulce Vieira (2) ; Ana Moderno (3)
(1) Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, Universidade de Évora.
(2) Centro Recreativo de Alcanadas, Batalha.
(3) Museu da Comunidade Concelhia da Batalha / Câmara Municipal da Batalha.
Descobertas durante a primeira metade da década de 1850 e registadas em agosto de 1854 na Câmara Municipal da Batalha, as minas de “carvão e ferro” de Alcanadas e Chão Preto foram objeto de algumas tentativas de exploração ainda durante o século XIX, após o reconhecimento da existência dos jazigos por Carlos Ribeiro (1813-1892), Chefe da Repartição de Minas do Estado. Entre os primeiros concessionários perfilaram-se o industrial Jorge Croft (1808-1874) e a “sua” Companhia, a Portugal Iron and Coal Company Limited (Companhia de Ferro e Carvão de Portugal). Porém, cedo abandonaram a região sem realizar trabalhos significativos.
O elevado teor de voláteis e de cinzas na queima, não tornavam este carvão apetecido pelos consumidores, pelo que só durante a Primeira Grande Guerra, com a carestia de lenhas e de combustíveis importados, a sua exploração se tornou sustentável. As minas foram então concedidas à firma Vasco Bramão & Comp. (1915) que, para exportar a produção para os grandes centros de consumo, construiu uma linha férrea de via reduzida até à Martingança (1917), onde entroncava na recente Linha do Oeste,substituindo assim o tradicional transporte dos carvões em veículos de tração animal.
Em janeiro de 1923, o engenheiro Vasco Bramão transmitiu a concessão de Alcanadas e Chão Preto para a Sociedade Mineira do Lena Lda., que, desde a sua constituição em 1921, tentava agregar, sob uma única entidade, as minas da Batalha e as do vale do Lena (Porto de Mós). Como diretor técnico da nova Sociedade foi indigitado o sócio conde de Arrochela (1884-1963), engenheiro militar, que traçou as linhas mestras do desenvolvimento do Couto Mineiro, que a concessionária que lhe sucedeu, a The Match and Tobacco Timber Supply (1926-1932), foi implementando.
Sublinhem-se, nesta nova etapa da vida do território mineiro, a tentativa de resolução do problemas dos transportes, com a remodelação da linha e o seu prolongamento para sul, para lá de Porto de Mós, até às minas da Bezerra (Caminho de Ferro Mineiro do Lena), entretanto aberta ao tráfego de passageiros e mercadorias, e o lançamento da construção de uma central termoelétrica para consumir as lignites de Alcanadas. Esta entrou em funcionamento em maio de 1933, data que marca o início de uma nova etapa da vida destas minas, que avizinhando-se o esgotamento das minas de Porto de Mós, em conjunto com a central térmica (Central Lena) se tornam pilares centrais da atividade de todo o Couto Mineiro do Lena.
Com a eclosão da II Guerra Mundial e o reforço do papel da central elétrica de Porto de Mós, os trabalhos na mina intensificam-se e os investimentos multiplicam-se; a lavra manual é substituída por equipamentos mecânicos de desmonte (roçadoras) e de arraste dos carvões; à superfície são construídos uma oficina de escolha mecânica e silos carregadores, concluídos que foram os ramais de caminho de ferro de ligação das minas à Central Lena.
Terminada a Guerra, conjugam-se as situações que conduzem ao declínio da importância destas minas: por um lado, o aumento do recurso aos combustíveis líquidos, cuja produção aumentara com a instalação de refinarias em solo nacional; por outro a expansão da rede de produção e distribuição de hidroelectricidade, que vinha relegando para segundo plano (ou condenando) as centrais elétricas a carvão, entendidas como reserva ou complemento do trabalho das barragens. É neste contexto, que a Empresa Mineira do Lena se vê obrigada a alienar a Central, em 1948, que passa para a SEOL (Sociedade Elétrica do Oeste, Lda.), que em pouco tempo se desinteressa pela mina, paralisando praticamente a produção entre 1950 e 1951.
João Monteiro da Conceição (1902-1989), diretor técnico das concessionárias desde 1928, propôs-se ainda explorar, com a SOCARBO (Sociedade Carbonífera de Porto de Mós) que fundou para o efeito, esta e outras minas do Couto Mineiro desmembrado em 1954; contudo, os pesados encargos que pesavam sobre as minas e as condições em que se se encontrava o carvão, já para não falar da sua qualidade, levaram-no a abandonar o projeto solicitando à Direção Geral de Minas o cancelamento das autorizações que lhe haviam sido concedidas (1959).
Commodity List
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