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Midnights

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 Nota: "The Great War" redireciona para este artigo. Para o filme com Billy Zane e Ron Perlman, veja The Great War (filme).
Midnights
Capa da edição padrão
Álbum de estúdio de
Lançamento21 de outubro de 2022 (2022-10-21)
Gravação2021–2022
Estúdios
Lista
Gêneros
Duração44:02
GravadoraRepublic
ProduçãoTaylor Swift  · Jack Antonoff  · Sounwave  · Jahaan Sweet  · Keanu Beats
Cronologia de Taylor Swift
Singles de Midnights
  1. "Anti-Hero"
    Lançamento: 21 de outubro de 2022
  2. "Lavender Haze"
    Lançamento: 29 de novembro de 2022
  3. "Karma"
    Lançamento: 1 de maio de 2023

Midnights é o décimo álbum de estúdio da artista musical estadunidense Taylor Swift, lançado em 21 de outubro de 2022, através da gravadora Republic Records. Anunciado em 28 de agosto durante os MTV Video Music Awards, o álbum marca o retorno de Swift após seus álbuns anteriores Folklore e Evermore (ambos em 2020). A intérprete o concebeu como um álbum conceitual, que explora reflexões noturnas inspirada pelas "noites de insônia" dela e aborda temas como ansiedade, insegurança, autocrítica, autoconsciência, insônia e autoconfiança, utilizando letras confessionais e ao mesmo tempo enigmáticas. O disco foi desenvolvido e gravado entre 2021 e 2022 e a artista trabalhou com o seu colaborador de longa data, Jack Antonoff.

Swift descreveu Midnights como uma "jornada através de horrores e doces sonhos", inspirada pelas "13 noites sem dormir" de sua vida. Para o álbum, ela escolheu uma estética visual glamorosa, inspirada na moda e na arte dos anos 70. Abandonando o som indie folk de Folklore e Evermore, a intérprete experimentou os estilos chill out, electropop, dream pop e bedroom pop, adotando uma abordagem alternativa ao som synth-pop dos projetos pop anteriores de sua carreira. As canções se destacam pelos ritmos sutis, sintetizadores vintage, caixa de ritmos e ritmos de hip hop e R&B. Na edição padrão da obra, a cantora Lana Del Rey é a única participação apresentada, enquanto a edição Til Dawn conta com a participação da rapper Ice Spice no remix de "Karma".

Swift revelou a lista de faixas da edição padrão em uma série no TikTok chamada Midnights Mayhem with Me, entre 21 de setembro e 7 de outubro de 2022, e lançou sete faixas bônus. Duas edições especiais do álbum foram lançadas em maio de 2023. Midnights foi recebido de forma positiva por críticos musicais especializados, que elogiaram sua produção contida, sinceridade das letras e performances vocais. Os críticos consideraram o álbum um divisor de águas na carreira de Swift, incorporando referências e elementos de seus projetos anteriores. Nos Grammy Awards de 2024, venceu os prêmios de Melhor Álbum Vocal de Pop e Álbum do Ano; esse último pela quarta vez, um recorde entre qualquer artista.

Midnights foi um sucesso comercial em todos os formatos de consumo de música e quebrou vários recordes em escala global. No Spotify, registrou o maior número de reproduções em um único dia para um álbum e alcançou o topo das paradas em 28 territórios. Nos Estados Unidos, estreou com mais de 1,57 milhão de cópias vendidas e alcançou o topo da Billboard 200, garantindo assim o 11.º número um de Swift nessa parada. Além disso, registrou a maior semana de vendas de vinil do século 21 e se tornou o álbum mais vendido de 2022. Do projeto, 10 faixas debutaram nas dez primeiras posições da Billboard Hot 100 — o maior número para qualquer disco —, na mesma semana. O primeiro single, "Anti-Hero", se tornou o nono número um da intérprete nos Estados Unidos e alcançou o topo das paradas em 14 outros territórios. Os singles "Lavender Haze" e "Karma" alcançaram as posições dois e nove na Hot 100, respectivamente. Para promover Midnights e seus outros álbuns, Swift embarcou na The Eras Tour em 2023. Jornalistas argumentaram que o sucesso estrondoso da obra é uma prova da influência cultural e da longevidade dela, observando que o seu domínio comercial e cultural supera o de seus contemporâneos e é comparável à "era de ouro da indústria musical" do final do século XX.

Antecedentes

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Swift em julho de 2022

A cantora e compositora americana Taylor Swift começou sua carreira na música country nos anos 2000, alcançou fama mundial como estrela pop nos anos 2010 e conquistou aclamação da crítica como compositora indie folk após o lançamento dos álbuns Folklore e Evermore em 2020, durante a pandemia de COVID-19.[1][2] Ela começou a regravar seus seis primeiros álbuns de estúdio em novembro de 2020, devido a uma disputa iniciada em 2019 com o executivo musical Scooter Braun, que adquiriu a antiga gravadora de Swift, a Big Machine Records, e os direitos autorais desses trabalhos.[3] Ela lançou dois álbuns regravados em 2021: Fearless (Taylor's Version) e Red (Taylor's Version).[4] Este último gerou o lançamento do curta-metragem All Too Well: The Short Film, escrito e dirigido pela cantora baseado na versão de 10 minutos da faixa "All Too Well" e estrelado pelos atores Sadie Sink e Dylan O'Brien.[5][5] O curta-metragem recebeu cinco indicações aos MTV Video Music Awards de 2022, onde ganhou três. Em seu discurso de aceitação ao prêmio de Vídeo do Ano, Swift anunciou o lançamento de seu novo disco para 21 de outubro de 2022.[6][7][8]

Logo após a revelação, o website oficial da cantora foi atualizado com uma contagem regressiva e uma frase que dizia "encontre-me à meia-noite".[n 1][6] Suas redes sociais também foram atualizadas com tal frase, algumas canções de Swift no Spotify receberam alterações em suas canvas, com um visual apresentando uma contagem para a meia-noite.[9] Naquela meia-noite, a intérprete anunciou o título de seu décimo disco de estúdio, Midnights, e publicou sua capa em seu site e em todas as suas contas nas redes sociais.[10]

Produção

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Man playing a guitar on stage
Homem tocando uma guitarra vermelha
Midnights apresenta produção de Jack Antonoff (esquerda) na maioria das faixas, enquanto Aaron Dessner (direita) produziu quatro faixas bônus do álbum.

De acordo com Swift, o conceito de Midnights é dividido por cinco tópicos principais: ódio próprio, fantasias de vingança, "perguntando o que poderia ter sido", se apaixonar e "caindo aos pedaços".[11][12] Ela descreveu o álbum como "as histórias de 13 noites sem dormir espalhadas pela minha vida".[6] Para a produção do disco, a intérprete recrutou seu colaborador de longa data, o cantor e produtor Jack Antonoff, vocalista da banda de indie rock Bleachers, com quem trabalha desde 2013, quando Antonoff foi um dos colaboradores de seu quinto álbum de estúdio 1989 (2014).[13] A nova colaboração surgiu quando os parceiros românticos de ambos, o ator britânico Joe Alwyn e a atriz estadunidense Margaret Qualley, respectivamente, viajaram para o Panamá para as gravações do suspense romântico Stars at Noon (2022). Swift e Antonoff começaram o processo de desenvolvimento das músicas em Nova Iorque.[14] A dupla escreveu onze canções, incluídas na edição padrão do disco, sendo elas "Lavender Haze", "Maroon", "Anti-Hero", "Snow on the Beach", "You're on Your Own, Kid", "Midnight Rain", "Question...?", "Bejeweled", "Labyrinth", "Karma" e "Mastermind" — das duas músicas restantes, "Vigilante Shit" foi escrita inteiramente por Swift e "Sweet Nothing" foi composta com o auxílio de Alwyn sob o pseudônimo de William Bowery — enquanto a produção das treze canções foi assinada por Swift e Antonoff.[15] Algumas faixas bônus, como "Hits Different", "The Great War", "High Infidelity" e "Would've, Could've, Should've", foram co-produzidas por Aaron Dessner, vocalista das bandas de indie rock Big Red Machine e The National, que colaborou anteriormente com Swift em seus álbuns Folklore e Evermore (2020) e nas regravações dos álbuns Fearless (Taylor's Version) e Red (Taylor's Version) (2021).[16] Ela concebeu as faixas bônus durante sua "jornada para achar aquelas 13 canções mágicas".[17][18]

A vida amorosa da intérprete inspirou as canções "Lavender Haze" e "Snow on the Beach", sendo que a primeira leva a expressão "Em uma névoa de lavanda",[n 2] cuja frase Swift se deparou ao assistir um episódio da série de televisão Mad Men (2007—2015).[15] Ela escreveu a faixa quando decidiu pesquisar o sentido da frase usada na série, e a resposta surgiu como uma expressão popularmente usada na década de 1950 sobre "estar apaixonado", e decidiu escrever sobre o seu relacionamento com Alwyn e os rumores da mídia internacional sobre o casal.[19] "Snow on the Beach" é sobre "se apaixonar por alguém ao mesmo tempo que ele se apaixona por você", co-escrita com a cantora Lana Del Rey, de quem Swift é grande admiradora de seu trabalho.[19] A composição de "Lavender Haze" foi inicialmente criada por Antonoff quando ele escutou Sounwave, um de seus colaboradores, apertar um botão acidentalmente, tocando um "pequeno loop" produzido por Jahaan Sweet. Sounwave editou o loop, adicionando "um monte de efeitos", enquanto Sam Dew escreveu algumas melodias contendo vocais de apoio da artista Zoë Kravitz, a qual também estava trabalhando com Antonoff.[20] Antonoff então mostrou a canção Swift, que escreveu as letras.[21] A faixa bônus "Glitch" também foi criada nessas sessões. Sweet também chegou na cantora através de Antonoff com "Karma", faixa que também teve trabalho de Keanu Beats. No dia seguinte, Antonoff retornou com a canção finalizada com os vocais de Swift.[22]

Composição

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Temas, conceito e sonoridade

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"Ficamos acordados no amor e no medo, no tumulto e nas lágrimas. Nós olhamos para as paredes e bebemos até que elas respondam. Nós nos torcemos em nossas próprias gaiolas e rezamos para que não estejamos — neste exato momento — prestes a cometer algum erro fatal que altere a vida. Esta é uma coleção de músicas escritas no meio da noite, uma viagem através de terrores e doces sonhos. Os andares que subimos e os demônios que enfrentamos. Para todos nós que nos reviramos e decidimos manter as lanternas acesas e sair procurando — esperando que, talvez, quando o relógio bater meia-noite... nos encontremos".

Swift apresentando Midnights em suas redes sociais.[6]

Midnights é descrito como um álbum conceitual, abordando vários temas como autoconfiança, autocrítica, insegurança emocional, ansiedade, imagem pública, insônia e feminismo em seu conteúdo lírico, com uma característica confessional, porém "enigmática", e a representação da meia-noite como o principal conceito do álbum.[23][24] Esse contexto é um tema recorrente nos trabalhos de Swift, tendo sido usado em diferentes contextos e pontos de vista em suas obras anteriores.[25][26][n 3] Ela usou a meia-noite como um motivo lírico para retratar sentimentos românticos de vulnerabilidade, anseio, sensualidade ou ser assombrada por memórias.[27][28] Expandindo essas conotações, Midnights situa a intérprete como uma mulher que examina sua própria psique durante a madrugada, quando confronta seus acertos de contas sobre seu passado e seu futuro.[29][30]

Midnights marca o retorno de Swift com canções autobiográficas e retratadas em primeira pessoa, depois de explorar histórias alusivas de personagens fictícios e detalhadas na perspectiva em terceira pessoa nos álbuns Folklore e Evemore (2020).[31] Alan Light, da revista Esquire, considerou questionável a designação de álbum conceitual, apesar de as canções, em conjunto, construírem um disco coeso.[32] O jornal The New Yorker sentiu que a obra é uma colagem de várias emoções durante "o espaço espontâneo e inquieto do pensamento noturno".[33] Vários críticos musicais consideram Midnights como a composição mais sincera, confiante e mais franca de Swift até agora.[34] Alguns outros consideram-no um trabalho consolidador de sua carreira, como conter "pedaços de todas as eras de Swift" de acordo com a revista Billboard, e uma mistura de "atitudes do Reputation (2017), refrões incontestáveis do 1989 (2014), e vulnerabilidade do Lover (2019)", na avaliação da Consequence.[35][36]

Em termos de composição musical, Midnights é descrito como um álbum derivado majoritariamente dos gêneros musicais synth-pop[n 4] e electropop.[n 5] Diversas resenhas notaram ainda a presença de chill out, dream pop e bedroom pop, contendo elementos predominantes de música ambiente, hip hop e R&B alternativo.[45][46][47] O álbum se afasta completamente do som folk alternativo presente em Folklore e Evermore (2020), partindo para uma sonoridade mais experimental incorporando melodias sutis, ritmos enfatizados, sintetizadores vintage, drum machine, downbeats e harmonias discretas.[48][48][49][25] Os vocais de Swift mantêm um timbre country, com cadências rítmicas e conversacionais com influências do rap.[50] Seus vocais às vezes são manipulados eletronicamente, resultando em efeitos andróginos.[51] Ao descrever o som geral do álbum, a revista Paste disse que Midnights "se move com bastante facilidade entre a boate e uma avenida enluarada", representando a visão da intérprete na "poptrônica" vítrea e espalhafatosa.[52][51] O jornal The Guardian considerou-o como "um filtro sofisticado e temperamental no pop que fez o nome de [Swift]".[53]

Estrutura musical e conteúdo lírico

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Woman singing in the Grammy Museum
Girl singing in the club
Midnights contém a participação da cantora estadunidense Lana Del Rey (esquerda) na faixa "Snow on the Beach", enquanto a rapper compatriota Ice Spice (direita) participa do remix oficial da faixa "Karma", presente em uma das edições bônus do álbum.

Midnights abre com "Lavender Haze", uma canção derivada da música disco conduzida por uma batida groove "sombria", sintetizadores modulares, falsetto no refrão e vocais de apoio gravados por Zoë Kravitz, uma das compositoras da canção.[54] É uma obra "emo-erótica" influenciada pelo R&B alternativo sobre o escrutínio dos tabloides e os rumores que Swift e seu então namorado Joe Alwyn enfrentam sobre sua vida privada, fazendo referência ao complexo Madonna-prostituta.[55] "Maroon" aborda um possível término e depois completa com eles reatando para o perder novamente, sob uma sonoridade dream pop.[56][57] O título é uma referência ao quarto álbum de estúdio de Swift, Red (2012), com a cor bordô servindo como a "versão mais experiente" do vermelho.[44] "Anti-Hero" é uma canção de pop rock e synthpop sobre auto-aversão, com a intérprete detalhando suas inseguranças, tais como lutar com "não se sentir como uma pessoa".[58][57] "Você conseguiu ouvir meu narcisismo encoberto / E um pouco disfarçado de altruísmo / Como se eu fosse um membro do congresso?" é mais uma maneira de Taylor dizendo que sempre tentou agradar todo mundo e disfarçar algumas nuances da sua personalidade, que poderiam ser interpretadas como defeitos ou simplesmente egoísmo.[n 6][56] "Snow on the Beach" é uma balada de andamento "calmo" predominantemente derivada do chill out, dream pop e bedroom pop, contendo vocais de apoio de Lana Del Rey.[57] Discorre sobre alguém está se apaixonando por você ao mesmo tempo que você está por ela, fazendo uma metáfora com cair neve na praia, que é quase impossível. "Snow on The Beach" cita diretamente de Janet Jackson. Em inglês, um verso diz "Agora estou totalmente para você, como Janet" fazendo referência a canção "All for You" (2001).[n 7][56]

A quinta canção, "You're on Your Own, Kid", é um rock alternativo que começa com instrumentais suaves que aumentam conforme o andamento da faixa. Nele, ela discute o seu estrelato inicial e suas lutas durante a ascensão à fama, como seu distúrbio alimentar.[59] "Midnight Rain" a apresenta relembrando um antigo relacionamento que foi interrompido por sua ambição profissional e ambivalência sobre se estabelecer novamente na industria musical.[57] A faixa possui um gancho afinado, bateria programada e percussão, enquanto os vocais de Swift são manipulados para um tom mais baixo "andrógino" e "distorcido" no refrão.[24] "Question...?" aborda a cantora fazendo perguntas retóricas e confrontando seu ex-namorado sobre memórias passadas após o fim de um relacionamento. Na introdução da faixa, ela interpola sua canção "Out of the Woods" (2016), presente em seu quinto álbum de estúdio 1989 (2014).[57] "Vigilante Shit" é construído em torno de batidas borbulhantes, sintetizadores rodopiantes e elementos industriais.[57] É uma declaração de vingança "noir", mirando em um inimigo e encorajando outras mulheres a fazerem o mesmo.[48][57] "Bejeweled" é uma música disco conduzida por sintetizadores arpejos,[60][44] com letras reconhecendo a auto-estima da intérprete.[61]

"Labyrinth" é uma canção de synthpop com elementos eletrônicos que aborda a ansiedade de se apaixonar novamente.[57] "Karma" deriva dos gêneros electroclash e chillwave, com elementos de new wave, pop alternativo e techno, com letras irônicas e humoradas direcionadas aos inimigos de Swift, empregando um duplo sentido.[57] Segue-se, então, "Sweet Nothing". Esta é uma música de amor descontraída, conduzida por saxofone e piano elétrico, emulando baladas da década de 1970. É uma ode ao calmo relacionamento romântico da intérprete dentro de sua casa, em oposição ao seu estrelato agitado do lado de fora.[55] O álbum se encerra com "Mastermind", que satiriza a perspectiva alternativa dela sobre o destino e o acaso. A mesma confessa que sua "abordagem calculista para o estrelato pop penetrou em sua vida amorosa também", em oposição às letras sobre o destino na faixa "Invisible String", do álbum Folklore (2020).[57][55]

"The Great War", a primeira faixa bônus do disco, evoca imagens de batalhas para mostrar a facilidade com que duas pessoas em um relacionamento podem se encontrar em um conflito, ao mesmo tempo em que presta homenagem a um parceiro que acaba com as próprias tendências destrutivas.[62] A balada "Bigger Than the Whole Sky" aborda Swift cantando sobre a dor após a perda de um ente querido; a obra recebeu comparações com "Ronan", que foi escrito sobre a morte de um menino por câncer dias antes de seu quarto aniversário.[63] "Paris" é número pop animado e cheio de sintetizadores, reminiscente aos trabalhos do 1989, que mostra a intérprete fantasiando sobre um romance em Paris enquanto está em seu quarto.[34][64] "High Infidelity" emprega distorções de áudio como metáfora onde a personagem de Swift assume a responsabilidade por um relacionamento fracassado sem arrependimentos.[65] "Glitch" trata de como um plano inicial de manter a amizade com alguém se transforma em um romance.[66] A letra vaga e melancólica de "Bigger Than the Whole Sky" fala sobre perder algo tão cedo sem mencionar exatamente o que foi perdido.[64] Em "Would've, Could've, Should've", a intérprete expressa arrependimento por ter entrado em um relacionamento com um homem "adulto" quando ela tinha dezenove anos, o tratamento que ele deu a ela e o trauma emocional persistente.[26] "Dear Reader" aborda a preocupação de Swift com seus ouvintes em relação à sua música como a "luz guia" para suas vidas.[24] "Hits Different" é uma canção emocional de separação que reflete sobre o seu relacionamento anterior, sob um som country pop que era predominante no final da década de 1990 e início da década de 2000.[67] A edição Late Night apresenta a faixa exclusiva "You're Losing Me", uma balada que descreve a dissolução de um relacionamento de longo prazo devido à diminuição do entendimento entre os parceiros.[62][57]

Direção de arte

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Após o anúncio do álbum, os meios de comunicação especularam que a roupa Moschino que Swift usou para a festa após o VMA – um micro mini macacão azul marinho embelezado com estrelas prateadas – dava dicas sobre a estética de Midnights.[68][69][70] Analisando as fotos promocionais do álbum, a The Ringer descreveu a estética como "glam, mas um tipo de glamour interior frio em oposição ao grande glamour popstar", com azul meia-noite dominando a paleta de cores e fotografias retrô com estofamento.[71] Mostradores de relógio e "decoração de quarto familiar aos anos 60/70" também fazem parte da era Midnights.[72] A Vogue observou os estilos da década de 1970 na moda de Swift, marcando um afastamento do traje rural e rústico que ela adotou para Folklore e Evermore.[73][74] O crítico de moda Jess Cartner-Morley achou que lembrava a capa do álbum Country Life (1974) da banda inglesa Roxy Music e as fotografias do artista francês Guy Bourdin para a Vogue France.[75]

O logotipo de Midnights
Logo de Midnights

A capa da edição padrão do disco apresenta uma arte minimalista, com uma foto de Swift com sombra azul nos olhos, delineador preto e lábios vermelhos característicos, observando a chama de um isqueiro perto de seu rosto, com uma borda branca na lateral apresentando o título do álbum e em um gradiente azul o nomes das treze faixas presentes.[76][77] A estética da capa foi inspirada nas de discos comuns na década de 1960, onde as músicas eram destacadas na capa, dentre alguns exemplos estão Another Side of Bob Dylan (1964), de Bob Dylan, e I'll Cry If I Want To (1963), de Lesley Gore.[78][79] Seu figurino incorporava enfeites que a Vogue identificou como "lantejoulas disco" e "calça boca de sino, de veludo cotelê".[80] A tipografia utilizada é a Neue Haas Grotesk.[81]

A imagem que estampa a edição em vinil, postada pela intérprete em suas redes sociais, divide a lista de faixas em lado A e lado B, indicando a presença de conteúdo nos dois lados.[82][83] Três variantes de cores de edição limitada do álbum físico, com diferentes capas, também foram lançadas.[84] A The Cut disse que as capas retratam Swift em "vários estados de estresse glamouroso noturno".[85][86] O Dallas Observer notou semelhanças com a estética indie sleaze.[87] Em adição, as contra-capas da edição padrão e das três edições alternativas retratam memorabilia dos anos 1970: um piano retrô, um telefone de botões e uma parede com painéis de madeira. Seus versos retratam cada um um quarto de um mostrador e, quando montados e combinados com um mecanismo de relógio vendido separadamente, formam um relógio funcional.[88][77]

Lançamento e promoção

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Swift, dressed in a rhinestoned bodysuite, singing into a mic
Swift se apresentando durante a passagem da the Eras Tour pelo SoFi Stadium em agosto de 2023

Midnights foi lançado em 21 de outubro de 2022.[89] O álbum foi disponibilizado para pre-save e pré-venda no website de Swift.[90] Ela se envolveu em ações tradicionais para promover a obra, após a promoção limitada de seus projetos anteriores devido a pandemia de COVID-19.[91] Quatro videoclipes—para "Anti-Hero", "Bejeweled", "Lavender Haze" e "Karma"—foram lançados nos dias 21 e 25 de outubro de 2022, 27 de janeiro e 27 de maio de 2023, respectivamente.[92][93] No Midnights Manifest, Swift também divulgou que uma "surpresa muito caótica" aconteceria três horas após o lançamento do álbum. Isso se materializou em uma versão estendida do mesmo, de forma exclusiva para streaming, intitulada Midnights (3am Edition), contendo sete novas faixas que a intérprete disse terem sido escritas mas, eventualmente, descartadas do projeto para limitar a edição padrão à 13 músicas.[94][95]

"Anti-Hero" é o carro-chefe de Midnights.[96] A Republic Records enviou a canção para as rádios do segmento adulto-contemporâneo em 24 de outubro.[97] "Bejeweled" e "Question...?" tornaram-se singles promocionais em 25 de outubro, sendo lançadas para download digital no website de Swift.[98][99] Mais duas músicas de trabalho foram liberadas posteriormente. "Lavender Haze" foi enviada as rádios em 29 de novembro de 2022 servindo como segundo single, e "Karma" em 1 de maio de 2023 como terceiro e último.[100][101] Mais de 1 ano após o lançamento de Midnights, "You're Losing Me" (anteriormente disponível apenas em formato de CD físico) foi disponibilizada nas plataformas de música em 29 de novembro de 2023, como uma forma de Swift agradecer os fãs por ter se configurado como a artista mais reproduzida do ano no Spotify, servindo como terceiro e último single promocional do projeto.[102]

Duas edições especiais, intituladas The Late Night e The Til Dawn, foram lançadas em 26 de maio de 2023; contendo mais faixas bônus;[n 8] elas trazem o relançamento de "Snow On The Beach" com mais vocais de Del Rey, um remix de "Karma" com participação da rapper Ice Spice, o lançamento digital de "Hits Different" (anteriormente disponível apenas em formato de CD físico) e o lançamento da faixa inédita "You're Losing Me (From The Vault)".[103][104] Apesar da edição The Late Night ter sido inicialmente disponibilizada em CD nos shows da The Eras Tour em East Rutherford, cópias digitais e físicas foram disponibilizadas na página de Swift durante 24 horas, iniciando em 26 de maio e retomadas em 16 de novembro.[105] Na parada estadunidense Billboard Hot 100, "Anti-Hero" alcançou o primeiro lugar, e tanto "Lavender Haze" quanto "Karma" atingiram o segundo.[106]

O trailer dos videoclipes de Midnights estreou exclusivamente durante a transmissão Thursday Night Football do Amazon Prime Video em 20 de outubro de 2022, que foi anunciado pela primeira vez pela apresentadora esportiva americana Charissa Thompson em 14 de outubro como "algo muito, muito especial".[107][108] O trailer divulgado compilava vídeos de vários trabalhos visuais baseados na obra.[109] O elenco inclui Swift, Jack Antonoff, Laura Dern, as irmãs Haim (Este, Danielle e Alana), Mike Birbiglia, Laith Ashley, Dita Von Teese, Mary Elizabeth Ellis, John Early e Pat McGrath, com fotografia de Rina Yang, que trabalhou anteriormente com Swift em All Too Well: The Short Film.[110] A intérprete escreveu e dirigiu todos. O de "Anti-Hero" estreou em 21 de outubro de 2022, oito horas após o lançamento de Midnights.[111][112] Ela o descreveu como uma representação de seus "cenários de pesadelo e pensamentos intrusivos".[113] O videoclipe de "Bejeweled" estreou em 25 de outubro, à meia-noite, e mostra uma versão alternativa do conto de fadas Cinderela.[114]

Marketing

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Para "desafiar" sua rotina habitual de incorporar easter eggs para sugerir informações, Swift lançou uma série de vídeos no TikTok chamada Midnights Mayhem with Me, composto por treze episódios entre 21 de setembro e 7 de outubro de 2022.[115][116] Ela revelou as músicas em uma ordem aleatória na série, uma música por episódio, na frente de uma cortina de fundo, acompanhada por uma música de elevador.[115] Uma gaiola de loteria contendo 13 bolas de pingue-pongue numeradas de 1 a 13, cada uma representando uma música do álbum; quando uma bola caía, ela revelava o título de uma faixa correspondente por telefone. O primeiro episódio revelou a décima terceira, "Mastermind", e o episódio final revelou "Snow on the Beach" e sua colaboração com Del Rey.[117][116]

Algumas letras de Midnights foram exibidas nos outdoors do Spotify em cinco cidades diferentes de todo o mundo nos dias que antecederam o lançamento do projeto: Nova Iorque, Londres, São Paulo, Nashville e Cidade do México.[118] Swift também postou um itinerário, intitulado Midnights Manifest, detalhando os eventos promocionais programados para o álbum.[119] Ela apareceu no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon em 24 de outubro, seguido pelo The Graham Norton Show em 28 seguinte.[120][121] Um programa do iHeartRadio chamado Midnights with Taylor, com comentários da própria cantora, foi exibido em suas estações pop de 21 a 26 de outubro, durante o qual o disco recebeu airplay.[122]

Resposta da mídia

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Swift apresentando "Midnight Rain" durante a the Eras Tour (2023)

Publicações como a Pitchfork, Time, e a Recording Academy nomearam Midnights como um dos discos mais esperados do outono de 2022;[123][124][125] O USA Today Sports Weekly o chamou de lançamento mais esperado da carreira de Swift.[108] A incorporação do sortudo número 13 da artista no número de faixas, uma tradição que ela havia implementado em sua carreira várias vezes, também foi destacada.[126] A Time achou o tamanho da lista de músicas uma "linha concisa" para a cantora, cujo último álbum, Red (Taylor's Version), consistia em 30 faixas.[127] O The New York Times considerou-a uma "força criativa inquieta" por lançar seu quinto disco em três anos e esperava que Midnights se tornasse um dos álbuns mais vendidos de 2022, apesar de seu lançamento em outubro.[128] O Los Angeles Times comparou a "produção prolífica de álbuns" de Swift com os "melhores de todos os tempos".[129] A Quartz projetou Midnights para alcançar recordes de vendas em vinil.[130]

A falta de um single pré-lançado levou a especulações sobre a sonoridade do álbum na internet.[131] A Variety opinou que Midnights poderia "continuar naquela veia americana mais suave e acústica" de Folklore e Evermore, ou retornar ao "pop puro" de Lover (2019) e seus predecessores imediatos.[78] O The Washington Post elogiou a "excelente estratégia de marketing" da artista.[132] A Fortune a considerou uma "gênia do marketing incomparável" e elogiou as estratégias de divulgação do projeto, como Midnights Mayhem with Me, pelo "ato burlesco em constante mudança de Swift em revelar detalhes seletivamente, mantendo uma aura de mistério e emoção".[133] Já a ABC News descreveu o lançamento da obra como um evento "dramático".[134] A Slate, por sua vez, viu Midnights como "o resultado de uma fórmula vencedora", hibridizando a "abordagem surpresa", que é mais amigável ao streaming, mas desfavorável para vendas físicas, com o lançamento tradicional pré-anunciando o álbum, mas retendo todas as faixas, incluindo o primeiro single até o dia do lançamento.[135]

Em 18 de outubro de 2022, o site de Swift no Reino Unido confirmou indiretamente uma próxima turnê. A pré-encomenda de Midnights na loja britânica resultava em "acesso especial ao código de pré-venda para as datas dos shows de Taylor Swift no Reino Unido, ainda a serem anunciadas".[136][137] No The Tonight Show, a artista revelou que "deveria sair em turnê. Quando chegar a hora, eu farei isso".[138] Ela disse que "vai acontecer" no The Graham Norton Show.[139] Em 1.º de novembro, anunciou no Good Morning America e, posteriormente, via redes sociais, sua sexta digressão, a The Eras Tour. Ela a descreveu como "uma jornada pelas eras musicais de sua carreira".[140] Percorrendo estádios na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa, teve início em 17 de março de 2023, no State Farm Stadium em Glendale, Arizona, nos Estados Unidos, e foi concluída em 8 de dezembro de 2024, no BC Place em Vancouver, no Canadá, totalizando 149 apresentações realizadas em 51 cidades. Tornou-se a turnê de maior bilheteria de todos os tempos, sendo a primeira a ultrapassar as marcas de US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões em arrecadação.[141][142][143]

Repercussão

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Crítica profissional

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Midnights
Pontuações agregadas
FonteAvaliação
AnyDecentMusic?7.9/10[144]
Metacritic85/100[145]
Avaliações da crítica
FonteAvaliação
AllMusic4 de 5 estrelas.[43]
American Songwriter4.5 de 5 estrelas.[146]
Entertainment WeeklyB+[49]
The Guardian5 de 5 estrelas.[39]
The Independent5 de 5 estrelas.[48]
NME4 de 5 estrelas.[34]
Pitchfork7.0/10[37]
Rolling Stone5 de 5 estrelas.[24]
The Times4 de 5 estrelas.[42]
Under the Radar8.5/10[147]

Midnights foi recebido com aclamação generalizada dos críticos musicais especializados, a maioria dos quais elogiou sua produção e vocais suaves.[148][149] No agregador de resenhas Metacritic, que atribui uma pontuação normalizada de 100 a classificações dos críticos, o álbum recebeu uma pontuação média ponderada de 85 com base em 28 avaliações, indicando "aclamação universal".[145] O AnyDecentMusic? deram 7,9 de 10, com base em sua avaliação do consenso crítico.[150]

Na opinião de Brittany Spanos e Rob Sheffield, da revista Rolling Stone, Midnights era um clássico; Spanos elogiou o estilo de composição "brilhante e fresco" de Swift, enquanto Sheffield destacou a produção e o humor da obra.[24][60] Chris Willman, da Variety, enalteceu os vocais da artista, a produção de Antonoff e a escolha artística de aderir ao pop de ritmo médio.[72] Neil McCormick do The Daily Telegraph admirou as canções, melodias e letras "íntimas" de Swift.[151] Lucy Harbron, do Gigwise, positivou a reinvenção e experimentação dela em Midnights.[152] O crítico do American Songwriter, Alex Hopper, descreveu a obra como uma "rica experiência de audição" e "a irmã mais grunge de 1989", enquanto Kitty Empire, do The Observer, sentiu que é "um disco de fascinante contemplação em pequenas horas" e "pura felicidade".[146][153] Para o editor da Esquire, Alex Bilmes, este era "o álbum pop do ano".[54]

Marc Hirsh, da revista Entertainment Weekly, elogiou seu som, conceito e temas.[49] Alexis Petridis, do jornal britânico The Guardian, e Andy Von Pip, do Under the Radar, comentaram sobre a produção "discreta" da obra; Petridis achou-o sofisticado e "com bom gosto suave", enquanto Pip o adjetivou de elegante e "lindamente trabalhado".[39][154] Ann Powers, em sua crítica para NPR, o definiu como o disco mais "desafiador" da artista, elogiando os seus vocais "glamorosos e brilhantes", enquanto Matthew Neale, da revista Clash, escreveu que as proezas de composição de Swift e a "arrogância" foram as partes "mais emocionantes" de Midnights, definindo o álbum como um trabalho "quase perfeito".[155][50] Já Helen Brown, do The Independent, escreveu que Swift "descompacta seus sonhos mais sombrios, dúvidas mais profundas e pensamentos mais cruéis" usando "discrição vocal felina" e "controle lírico garantido".[48] Na NME, Hannah Mylrea disse que o disco marca o retorno da intérprete ao pop, oferecendo "sons voltados para o futuro" e letras sinceras.[34] Por sua vez Mikael Wood, do Los Angeles Times, admirou os vocais "fortes" dela, enfatizando seu grão e cadência.[156]

Elise Ryan, escreveu na Associated Press, que Midnights era um "produto da maturidade e evolução artística de Swift".[157] Jason Lipshutz, da Billboard, o chamou de "um álbum focado e que estende o legado" com lirismo "afiado".[26] A crítica do Paste, Ellen Johnson, comentou que o disco tem as "músicas pop mais elegantes até agora" da intérprete; "algo muito mais suave, matizado, calculado, astuto e pulsante" do que a música pop mainstream.[158] Paul Bridgewater, em resenha para a The Line of Best Fit, notou que Midnights tenta equilibrar experimentação e comercialidade, e é o trabalho mais coeso da cantora liricamente e tematicamente, mas "insatisfatório" sonoramente.[159] Carl Wilson, da Slate, disse que é seu primeiro álbum além de Folklore "que não tem nada notavelmente ruim", com pequenas críticas a algumas de suas letras.[44] Jon Caramanica, editor do The New York Times, e Paul Attard, da Slant, gostaram do lirismo íntimo de Midnights, mas acharam que Swift estava segura com seu som, retornando a gêneros familiares.[160]

Reconhecimento

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Midnights rendeu a Swift uma miríade de prêmios e reconhecimentos. Em 2022 faturou o troféu de Álbum do Ano no People's Choice Awards.[161] No ano seguinte, recebeu o de Álbum Favorito nos Nickelodeon Kids' Choice Awards,[162] Álbum Pop do Ano no iHeartRadio Music Awards,[163] e Álbum do Ano nos MTV Video Music Awards de 2023, onde as músicas e os vídeos de Midnights ajudaram Swift a ganhar outros oito prêmios, incluindo Artista do Ano.[164] Na 66ª edição dos Grammy Awards, em 2024, foi laureado a Melhor Álbum Vocal Pop e Álbum do Ano. Foi a quarta vitória de Swift nessa última categoria, tornando-a a artista com o maior número de vitórias na história.[n 9] Também marcou a sexta obra dela a concorrer a Álbum do Ano; um recorde histórico para uma artista feminina, a igulando a Barbra Streisand.[166]

Midnights ganhou reconhecimentos nos NetEase Cloud Music na China,[167] no RTHK International Pop Poll Awards em Hong Kong,[168] no Gold Disc Awards no Japão,[169] no Fonogram Awards na Hungria,[170] no LOS40 Music Awards na Espanha,[171] e no Danish Music Awards na Dinamarca.[172] Nos ARIA Music Awards de 2023 na Austrália, ajudou Swift a ser laureada a Artista Internacional Mais Popular.[173] Recebeu ainda indicações nos Capricho Awards no Brasil,[174] aos Juno Awards no Canadá,[175] e no Gaffa Awards na Dinamarca.[176]

Swift nos MTV Video Music Awards de 2023, onde ganhou nove prêmios, incluindo o de Álbum do Ano por Midnights.

A revista Billboard chamou de um momento de "manchete" o anúncio inesperado de Midnights por Swift nos MTV Video Music Awards. Bruce Gillmer, o produtor do programa, afirmou que a obra gerou um "aumento maciço" nas avaliações de audiência.[177] A arte da capa do projeto se tornou uma tendência na internet, imitada e parodiada por usuários de redes sociais, incluindo contas oficiais de marcas, organizações e celebridades. O Apple Fitness+ lançou três programas de atividades físicas desenvolvidos com base ns músicas da intérprete, apresentando faixas de Midnights, com curadoria de exercícios de ioga, esteira e HITT.[178] Os servidores do Spotify travaram por vários minutos quando o disco foi lançado.[179][180]

O sucesso comercial de Midnights em todos os formatos foi sem precedentes na era do streaming. De acordo com a Billboard, foi o único álbum de 2022 que obteve sucesso "uniforme" em todas as métricas de consumo, nomeadamente streaming, vendas de álbuns e downloads de músicas.[181] Cinco jornalistas da mesma revista concordaram coletivamente que Swift, após o lançamento do projeto, consolidou-se como "a maior estrela pop do mundo no momento",[182] e Yahr considerou 2022 um ano de "Taylor o tempo todo".[183] A Financial Times ponderou se cantora é "a última superestrela pop", ressaltando as 1,5 milhões de unidades vendidas na primeira semana — um número inédito desde a era das "boy bands dos anos 1990" —, analisando o seu impacto comercial no mercado musical dos Estados Unidos.[184] O editor musical Matt Pincus avaliou que a cantora era "basicamente uma franquia de propriedade intelectual. Como um filme da DC".[184] A Fortune, por sua vez, a comparou ao Universo Cinematográfico Marvel.[185] Já a I-D apelidou Swift de "a última popstar real restante", capaz de "lançar mais álbuns e encher mais estádios do que seus contemporâneos [...] nunca vistos desde a era de ouro da indústria".[186]

Observando um artigo de 2021 do The New York Times que perguntava "se Adele não pudesse vender mais de um milhão de unidades em uma única semana, que outro artista poderia?" depois que seu álbum 30 não realizou o feito, a Rolling Stone respondeu que Swift "mais uma vez mudou as traves em relação ao que a indústria da música pode ver como possível de [ser alcançado por] uma grande estrela pop".[187] Na análise de Chris Molanphy, da Slate, o auge da carreira da intérprete durou mais do que a dos Beatles e quebrou os recordes considerados "imbatíveis" da banda.[188] O jornalista de negócios Greg Jericho, do The Guardian, elogiou sua capacidade de permanecer culturalmente relevante e bem-sucedida 18 anos em sua carreira musical, destacando como os Rolling Stones, Bob Dylan, David Bowie e Bruce Springsteen já haviam passado do auge naquela fase.[189] Swift compartilhou no The Tonight Show com Jimmy Fallon que estava impressionada com o sucesso da obra: "Estou me sentindo muito emocionada com o amor dos fãs pelo disco. Tenho 32 anos, então somos considerados estrelas pop geriátricas".[190]

A Billboard comentou em novembro de 2022 que, embora o sucesso comercial de Midnights fosse indiscutível, "o legado do álbum dentro do catálogo [de Swift] [...] ainda está por ser visto".[182] Molanphy observou que, quando as primeiras críticas foram publicadas, "poucos parecem achar que Midnights é o melhor álbum da cantora" e "ninguém parece concordar sobre quais são as melhores ou piores músicas".[188] Dentro de um ano após seu lançamento, em compilações dos 10 melhores projetos de estúdio de sua intérprete, Midnights apareceu em quinto lugar na NME[191] e na Entertainment Weekly[12] e em sexto lugar na Paste,[192] na Spin,[193] e na Slant Magazine.[194] Em um artigo de outubro de 2023 para o The Guardian, Snapes chamou o álbum de "primeiro esforço de consolidação" de Swift, que sinalizava "uma carreira musical mais sustentável, experimental e adulta".[195] Rob Sheffield, da Rolling Stone, observou em um resumo dos melhores álbuns do ano: "Xeque-mate, ela não podia perder. Não há outra Taylor na história: 16 anos após sua estreia, ela está... no auge de sua genialidade e influência".[196] Midnights tornou-se o catalisador da influência cultural de sua intérprete em 2022, que continuou em 2023. O Washington Post proclamou que ela dominou 2022.[197] De acordo com a CNET, aquele ano foi o seu ano mais notável da carreira, impulsionado pelo "sucesso cultural mainstream" de Midnights.[198] A Bloomberg News relatou que as vendas do projeto renderam à Universal Music Group uma bagatela de US$ 230 milhões em 2022, representando 3% de sua receita anual; a maior porcentagem entre todos os artistas.[199] A Glamour afirmou que com o disco, Swift não só influenciou a cultura popular, como também dominou todos os seus aspetos em 2023.[200]

Lista de faixas

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Midnights — Edição padrão
N.ºTítuloCompositor(es)Produtor(es)Duração
1."Lavender Haze"
  • Swift
  • Antonoff
  • Sounwave
  • Sweet
  • Braxton Cook[a]
3:22
2."Maroon"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:38
3."Anti-Hero"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:20
4."Snow on the Beach" (com part. de Lana Del Rey)
  • Swift
  • Antonoff
4:16
5."You're on Your Own, Kid"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:14
6."Midnight Rain"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
2:54
7."Question...?"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:30
8."Vigilante Shit"Swift
  • Swift
  • Antonoff
2:44
9."Bejeweled"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:14
10."Labyrinth"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
4:07
11."Karma"
  • Swift
  • Antonoff
  • Spears
  • Sweet
  • Keanu Torres
  • Swift
  • Antonoff
  • Sounwave
  • Keanu Beats
  • Sweet[b]
3:24
12."Sweet Nothing"
  • Swift
  • Antonoff
3:08
13."Mastermind"
  • Swift
  • Antonoff
  • Swift
  • Antonoff
3:11
Duração total:44:02
  1. Denota um produtor adicional
  2. 1 2 3 Denota um co-produtor

Equipe e colaboradores

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Músicos

  • Taylor Swift – vocais
  • Jack Antonoff – percussão, programação, sintetizador (todas as faixas); vocais de apoio (1, 3–5, 7, 9, 10, 13), baterias (1, 3, 4, 6, 11–13), mellotron (1, 3–5, 7), órgão (1, 3, 8), baixo (2–5, 9), guitarra elétrica (2, 4, 5, 10, 13, 17), piano (2, 12, 16), guitarra acústica (3, 5, 9)
  • Sam Dew – vocais de apoio (1)
  • Zoë Kravitz – vocais de apoio (1, 18)
  • Jahaan Sweet – pads de sintetizador (1, 11); baixo, flauta, sintetizador (1); teclados (11)
  • Sounwave – programação (1, 11)
  • Dominic Rivinius – tarola (1), baterias (8)
  • Evan Smith – saxofone (2, 12, 13); clarinete, flauta, órgão (2, 12); sintetizador (4, 5, 7–9, 13)
  • Bobby Hawk – violino (3, 4, 13)
  • Dylan O'Brien – baterias (4)
  • Lana Del Rey – vocais (4)
  • Sean Hutchinson – baterias, percussão (5)
  • Mikey Freedom Hart – teclados (9); programação, sintetizador (13,16), theremin (16)
  • Keanu Beats – sintetizador (11)
  • Michael Riddleberger – baterias (13)
  • Zem Audu – saxofone (13)
  • Kely Resnick – trompete (14)
  • Yuki Numata Resnick – violino
  • Benjamin Lanz – baterias, trombone (17)
  • Big Thief|James Krivchenia – baterias (17)

Técnica

  • Randy Merrill – masterização
  • Serban Ghenea – mixagem
  • Jack Antonoff – engenharia
  • Laura Sisk – engenharia
  • Jahaan Sweet – engenharia (1, 11)
  • Ken Lewis – engenharia (1, 7, 8)
  • Evan Smith – engenharia (2, 4, 5, 7–9, 12, 13)
  • Jon Gautier – engenharia (3, 13)
  • Dave Gross – engenharia (4)
  • Sean Hutchinson – engenharia (5, 7)
  • David Hart – engenharia (9, 13)
  • Sounwave – engenharia (11)
  • Keanu Beats – engenharia (11)
  • Michael Riddleberger – engenharia (13)
  • Zem Audu – engenharia (13)
  • Bryce Bordone – assistente de mixagem
  • John Rooney – assistente de engenharia
  • Jon Sher – assistente de engenharia
  • Megan Searl – assistente de engenharia
  • Jonathan Garcia – assistente de engenharia (1, 7, 8)
  • Mark Aguilar – assistente de engenharia (1, 11)
  • Jacob Spitzer – assistente de engenharia (4)
  • Laurene Marques – engenharia adicional
  • Randy Merrill – engenharia de masterização (15-18)
  • James McAlister – programação de baterias (17)
  • Jonathan Low – mixagem, engenharia (17)
  • Bella Blasko – engenharia (17)

Desempenho comercial

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Comercialmente, Midnights quebrou uma série de recordes de vendas, streaming e paradas oficiais globalmente.[201] Conquistou o feito de tornar-se o álbum com maior quantidade de streams em um único dia no Spotify até então, acumulando 186 milhões de reproduções durante seu dia de estreia na plataforma, ultrapassando o recorde anterior de 155 milhões obtidos por Certified Lover Boy (2021), do rapper canadense Drake.[202] Swift também se tornou a artista com o maior número de streams em um único dia no Spotify, com 228 milhões de execuções através de todo o seu catálogo, tornando-se a primeira artista a ultrapassar a marca de 200 milhões.[203] Midnights ainda quebrou o recorde de álbum pop com a maior quantidade de reproduções em um único dia na Apple Music e na Amazon Music, além de converter-se no primeiro, entre qualquer gênero, a ultrapassar a marca de 700 milhões de streams no Spotify em apenas 7 dias.[204][205][206][207] De acordo com a Republic Records, a obra vendeu três milhões de unidades equivalentes a álbuns em todo o mundo em sua primeira semana e mais de seis milhões em dois meses.[208] Todas as suas faixas entraram na parada Global 200, da Billboard; nove e oito dessas estiveram presentes entre os dez primeiros lugares das paradas Global 200 e Global Excl. US, respectivamente, definindo o recorde de mais entradas simultâneas no top 10 de ambas. Swift tornou-se a primeira artista a ocupar todo os cinco primeiros postos da Global 200.[209]

Américas

Nos Estados Unidos, Midnights vendeu mais de 800 mil cópias puras em seu primeiro dia de disponibilidade, incluindo 400 mil unidades no formato vinil, instantaneamente tornando-se o álbum mais vendido de 2022; registrou a maior semana de vendas para um disco desde Reputation (2017), da própria cantora, e a maior quantidade de vinis vendidos em uma semana desde 1991.[210][211] Ainda em seus três primeiros dias, Midnights ultrapassou a marca de 1,2 milhões de unidades vendidas, tornando-se o quinto disco de Swift a estrear com um milhão de compras e fazendo dela o primeiro artista a conseguir o feito. No quinto dia, chegou a 1,4 milhões de cópias comercializadas, das quais 1,05 milhões foram vendas tradicionais; marcou a maior semana de estreia dos últimos sete anos e da carreira de Swift, superando 1989 (2014).[210][212]

Midnights estreou no topo da Billboard 200 com 1,578 milhões de unidades vendidas em sua primeira semana; dessas, 1,14 milhões foram vendas puras, incluindo 575 mil vinis e 395 mil CDs. Isso o converteu no vinil mais vendido de 2022, e o CD mais vendido desde Reputation (2017). Midnights acumulou mais de 549,26 streams sob demanda em sua primeira semana; a maior cifra para um álbum feminino, e a terceira maior, no geral, atrás de Certified Lover Boy (2021) e Scorpion (2018), de Drake. Superando também Oops!... I Did It Again (2000) de Britney Spears, marcou a segunda maior semana de estreia para um álbum de uma cantora na história dos Estados Unidos, atrás somente de 25 (2015), de Adele. Swift se igualou à Barbra Streisand com a maior quantidade de lançamentos número um dentre artistas femininas (11), e quebrou o recorde de músico com o maior número de estreias consecutivas em primeiro lugar na história da parada, superando Eminem e Kanye West.[212] Midnights foi o álbum mais adquirido de 2022, o segundo de 2023 e o segundo mais consumido em ambos os anos. Com isso, Swift se tornou a primeira artista a ter um projeto na lista dos mais vendidos do ano nos Estados Unidos seis vezes desde que a Luminate começou a monitorar as vendas de música no país em 1991.[213][181]

No Brasil, Midnights obteve a maior quantidade de streams na primeira semana para um álbum no Spotify; feito que, até então, pertencia a Chromatica (2020), de Lady Gaga.[214][215] Na parada de álbuns canadenses, concedeu à Swift seu 11.º lançamento número um, debutando diretamente no posto.[216][217] Todas as 20 faixas da obra estrearam dentro do 35 primeiros lugares da Canadian Hot 100, com todos os 13 primeiros postos sendo inteiramente ocupados pelo disco, lideradas por "Anti-Hero".[218]

Ásia-Pacífico

Midnights se tornou o décimo álbum consecutivo de Swift a alcançar o número um na Austrália, com a maior semana de estreia desde Reputation (2017). Também definiu o recorde para a maior semana de streaming e vendas, no formato vinil, de um disco. Todas as faixas da edição padrão da obra entraram na ARIA Singles Charts, ocupando todos os 14 primeiros lugares, com exceção do sétimo.[219][220][221] Converteu-se também no 11.º projeto consecutivo de Swift a atingir o cume da parada da Nova Zelândia.[201]

Na China, vendeu mais de 200 mil cópias digitais durante seu primeiro dia na plataforma QQ Music, além de se configurar como a maior estreia do ano por um artista internacional, tanto na China quanto em Taiwan.[222] Três, quatro e onze faixas de Midnights estrearam nas paradas Indonesia Songs, Hong Kong Songs e Malaysia Songs, lideradas por "Anti-Hero" nas posições de número um, seis e um, respectivamente.[223][224][225] Todas as canções da edição padrão do projeto debutaram nos 15 primeiros postos da parada de Cingapura.[226] Nas Filipinas, conquistou a maior atualização de estreia no Spotify, e monopolizou todas as posições do top 13 da parada Philippines Songs, com "Anti-Hero" em primeiro lugar.[215][227] Na Índia, sete faixas da obra listaram-se na parada IMI International Top 20 Singles, lideradas por "Anti-Hero" na quarta posição.[226]

Europa

Em terras britânicas, foram adquiridas mais de 140 mil unidades da obra em seus três primeiros dias, ultrapassando a contagem da semana de estreia de Harry's House (2022), de Harry Styles (113 mil unidades), tornando-o o álbum com as vendas mais rápidas de 2022.[228] Eventualmente, o projeto debutou no ápice da UK Albums Charts, superando The Car, de Arctic Monkeys, com 204 mil cópias; a maior edição de estreia de Swift na região. Ela quebrou o recorde de menor período de tempo para uma cantora acumular nove álbuns na liderança, feito pertencente a Madonna, e se tornou a primeira desde Miley Cyrus, em 2013, a estrear no comando da parada de singles e de álbuns simultaneamente, seguindo a estreia de "Anti-Hero" na primeira posição.[229] Midnighs se tornou o oitavo álbum de Swift a alcançar o comando do gráfico irlandês e a maior edição de estreia desde ÷ (2017), de Ed Sheeran.[201] Na Alemanha, Swift alcançou pela primeira vez a o ápice da tabela GfK Entertainment Charts, com Midnights, tornando-se a maior semana de streams para um disco no país, com 20 milhões.[230] Também marcou a maior semana de estreia de um artista internacional em território alemão.[215] Na Espanha, obteve a maior semana de estreia no Spotify para um álbum em inglês.[215] Sete e oito faixas de Midnights estrearam nas paradas Norway Top 40 Singles e Luxembourg Songs, respectivamente.[231][232] Converteu-se no quarto lançamento da intérprete a debutar no topo do gráfico de Portugal.[233]

Histórico de lançamento

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Região Data Formato(s) Edição Gravadora Ref.
Várias 21 de outubro de 2022 Erro Lua: not enough memory. Padrão Republic [327]
Estados Unidos Erro Lua: not enough memory. Target [328]
Brasil 14 de dezembro de 2022 CD Padrão Universal Music Brasil [329]
20 de janeiro de 2023 Erro Lua: not enough memory. [330]

Ver também

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Notas

  1. No original:Meet me at midnight.
  2. "in the lavender haze", no original em inglês.
  3. Alguns exemplos incluem "You Belong with Me" e "Untouchable" (2009); "All Too Well" e "22" (2012); "Better Man" e "Nothing New" (2021); "Style" e "You Are in Love" (2014); "...Ready for It?" e "New Year's Day" (2017); "Daylight" (2019); "The Last Great American Dynasty" e "Happiness" (2020).
  4. Atribuído a Moreland,[37] The Atlantic,[38] The Guardian,[39] Vulture,[40] e The A.V. Club[41]
  5. Atribuído a Moreland,[40] The Times,[42] AllMusic,[43] e Slant Magazine[44]
  6. No original: "Did you hear my covert narcissism I disguise as altruism / Like some kind of congressman?"
  7. No original: "Now I'm all for you like Janet"
  8. A edição Til Dawn, exclusiva para as plataformas digitais, contém 23 faixas: as 20 faixas da edição 3am, "Hits Different" (originalmente uma faixa da edição Lavender), uma versão retrabalhada de "Snow on the Beach" com mais vocais de Del Rey, e o remix de "Karma" com Ice Spice. A edição Late Night, exclusiva para CD, contém 21 faixas: as mesmas faixas da edição Til Dawn (com exceção de "Paris", "Glitch" e "Hits Different") e a faixa bônus "You're Losing Me (From The Vault)". O CD foi vendido exclusivamente nos shows da The Eras Tour em East Rutherford.
  9. Swift havia ganhado o prêmio de Álbum do Ano com Fearless em 2010, 1989 em 2016, e Folklore em 2021[165]

Referências

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  2. «'Evermore' Isn't About Taylor Swift. It's About Storytelling.». Esquire (em inglês). 11 de dezembro de 2020. Consultado em 29 de agosto de 2023
  3. Rothman, Michael (22 de agosto de 2019). «Taylor Swift will re-record her old music next year after ownership dispute». Good Morning America (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  4. Lipshutz, Jason (18 de junho de 2021). «Taylor Swift Announces 'Red' As Next Re-Recorded Album, Shares Release Date». Billboard (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  5. 1 2 Willman, Chris (13 de novembro de 2021). «Taylor Swift Offers Peek Into Her Past With 'All Too Well: The Short Film'». Variety (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  6. 1 2 3 4 Martoccio, Angie (29 de agosto de 2022). «Taylor Swift Announces New Album 'Midnights': 'A Journey Through Terrors and Sweet Dreams'». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  7. Kirkpatrick, Emily (26 de julho de 2022). «Taylor Swift Receives Five VMA Nominations For Her Self-Directed "All Too Well" Music Video». Vanity Fair (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  8. Grein, Paul (29 de agosto de 2022). «Taylor Swift Is First Artist to Achieve These VMAs Feats, Plus Other 2022 Record Setters». Billboard (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  9. Fowler, Bella (29 de agosto de 2022). «Taylor Swift to release 10th studio album, Midnights». The New Zealand Herald (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  10. Fisher, Kelly (29 de agosto de 2022). «Taylor Swift Reveals New Album Release Date During 2022 MTV VMAs». iHeartRadio (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2022
  11. Dailey, Hannah; Dailey, Hannah (20 de outubro de 2022). «Taylor Swift's Fifth Inspiration for 'Midnights' Is a Dark One». Billboard (em inglês). Consultado em 21 de outubro de 2022
  12. 1 2 Nuss, llaire (7 de novembro de 2022). «Taylor Swift's 10 Seminal Albums, Ranked» (em inglês). Entertainment Weekly. Consultado em 31 de março de 2020
  13. Dailey, Hannah (20 de outubro de 2022). «Taylor Swift's Fifth Inspiration for 'Midnights' Is a Dark One». Billboard (em inglês). Consultado em 5 de setembro de 2023
  14. «Taylor Swift's Midnights Album: Everything We Know So Far» (em inglês). 29 de agosto de 2022. Consultado em 16 de setembro de 2023
  15. 1 2 Siroky, Mary (29 de agosto de 2022). «Everything We Know About Taylor Swift's New Album Midnights (So Far)». Consequence (em inglês). Consultado em 21 de outubro de 2022
  16. Willman, Chris (21 de outubro de 2022). «Taylor Swift Releases Deluxe '3 am' Edition of 'Midnights' With Seven Bonus Tracks». Variety. Consultado em 2 de novembro de 2022
  17. Mier, Tomás; Mier, Tomás (21 de outubro de 2022). «Taylor Swift Surprises Fans With 'Midnights 3 A.M. Edition' Featuring 7 Additional Songs». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 2 de novembro de 2022
  18. Mier, Tomás (21 de outubro de 2022). «Taylor Swift Surprises Fans With 'Midnights 3 A.M. Edition' Featuring 7 Additional Songs». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 5 de setembro de 2023
  19. 1 2 «Taylor Swift Opened Up About Her and Joe Alwyn's Six Years of Dating and 'Dodging Weird Rumors'». ELLE (em inglês). 7 de outubro de 2022. Consultado em 21 de outubro de 2022
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